É POSSÍVEL CONCEITUAR OU DEFINIR A GESTÃO DO CONHECIMENTO? (por Luciano D. Rabelo)

Pedir a Engenheiros, Administradores, Informáticos e Professores que definam e conceituem Gestão do Conhecimento é algo semelhante a pedir a um grupo de filósofos de escolas e tendências diferentes que definam o que é a verdade.
Não há uma definição de consenso e é muito bom que não haja.

Uma definição de consenso traria uma completa "pasteurização" de uma noção ampla, polivalente e muitas vezes ambivalente, mas são justamente essas características que tornam a Gestão do Conhecimento um matéria flexível, capaz de se adaptar ao formato de cada organização.

A Gestão do Conhecimento, antes de ser uma metodologia ou uma ferramenta de gestão como tantas outras, é um movimento coletivo de inserção das organizações na chamada "era do conhecimento". È um movimento adaptativo e pró-ativo que visa ajustar as organizações a uma forma de produção pós industrial, onde o conhecimento se torna o mais importante insumo de produção, o que acarreta uma nova maneira de se perceber a produção humana.

Dentro das universidades, a Gestão do Conhecimento é vista como um estudo da socialização do conhecimento dentro das organizações e como essa socialização interfere na cadeia produtiva e no contrato social entre os membros da organização.
As empresas, sendo voltadas para resultados pragmáticos e para a rentabilidade, buscam na Gestão do Conhecimento respostas mais práticas para as seguintes questões:

"Como transformar conhecimento em valor?"
"Como transformar valor em diferencial competitivo? "
"Como criar um sistema de capacitação contínua?"
"Como fornecer a informação certa, para a pessoa certa, no momento certo?"
"Como transformar conhecimento tácito em conhecimento explícito (registrado)?"

Seja no enfoque acadêmico, seja no enfoque empresarial, a Gestão do Conhecimento está longe de ter uma forma consolidada de conceituação e de tratamento metodológico, e é possível que essa forma nunca seja encontrada.

O fato, porém, é que na era do conhecimento, todas as organizações irão praticar a Gestão do Conhecimento, mesmo que não adotem este rótulo, talvez por receio dos modismos e para evitar a dissonância cognitiva causada por uma metodologia pouco formatada e repleta de dúvidas e de ambigüidades.

Mesmo os mais ferrenhos críticos e adversários da Gestão do Conhecimento estarão praticando alguma forma de Gestão do Conhecimento, porque em caso contrário, serão varridos do mercado por concorrentes que souberam transformar o conhecimento em valor agregado ao negócio e em leitura antecipada das variáveis internas e externas que condicionam respectivamente a produção e o mercado.

Luciano D Rabelo
• Rápida adaptação às mudanças;
• Uniformidade da informação;
• Surpreendente redução de custos;
• Aumento da produtividade.

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